Brasil: ABSOLAR apresenta propostas ao Ministério de Minas e Energia para amenizar a crise hídrica com mais energia solar
A ABSOLAR apresentou ao Ministério de Minas e Energia (MME), propostas para enfrentar a crise hídrica que tem preocupado o setor elétrico nacional e provocado o aumento das contas de luz.
A entidade apresentou prazos viáveis, de curto e médio prazo, para a diversificação da matriz e o atendimento da demanda de energia elétrica, com base na expansão da energia solar no país.
Dentre as medidas apresentadas pela ABSOLAR, destacam-se as ações para os segmentos de mercado de geração própria de energia solar, em coberturas de edifícios e pequenos terrenos (geração distribuída) e grandes usinas solares (geração centralizada).
Na geração distribuída, a entidade propõe um claro incentivo do Governo Federal à geração de energia solar realizada por meio de investimentos diretos dos próprios consumidores, em residências, empresas, indústrias e propriedades rurais. Essa ação poderá ampliar, em poucos meses, a capacidade instalada do segmento, que hoje já possui o equivalente a 40% da capacidade instalada da hidrelétrica de Itaipu em operação no Brasil.
Em 2020, a geração distribuída liderou o aumento da capacidade de geração instalada no país, tendo adicionado mais de 2.500 megawatts (MW) em meio à pandemia de COVID-19 e à depressão econômica.
A ABSOLAR também propôs um papel mais presente do Governo Federal junto às distribuidoras de energia elétrica, para destravar novos projetos de energia solar em telhados e pequenos terrenos, enquanto se aguarda a volta das distribuidoras para obter a ligação.
No caso das grandes usinas, a entidade recomenda a realização de leilões de energia nova com a participação da fonte solar, uma vez que os empreendimentos são rápidos de implantação (um ano e meio, em média) e têm os preços médios mais competitivos entre as fontes renovável, ajudando a reduzir a conta de luz dos brasileiros.
“O setor solar fotovoltaico está pronto para ajudar a superar os desafios trazidos pela atual crise hídrica, ainda mais pela perspectiva de crescimento econômico do Brasil nos próximos anos. O país vai precisar de energia elétrica limpa e barata para se manter competitivo ”, destaca o presidente do conselho de administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk.






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