O futuro do Brasil é se adaptar à mobilidade híbrida e elétrica
Segundo estudo da Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), o futuro do Brasil é se adaptar a formas de combustão mais limpas, além de frotas híbridas e elétricas. Por meio dos possíveis cenários analisados, o estudo relaciona também os pilares que devem ser utilizados a partir de agora.
A ANFAVEA cria três cenários possíveis para o Brasil nos próximos 15 anos, o primeiro cenário é "Inercial", em que a transformação viria no ritmo atual, sem metas estabelecidas, sem uma organização geral dos setores envolvidos em transporte e geração. energia, e sem uma política de Estado que incentive a eletrificação.
A segunda é a “Convergência Global”, seria a mais acelerada no sentido de acompanhar os movimentos já em curso nos países mais desenvolvidos, e a terceira é o “Protagonismo dos Biocombustíveis”, um caminho que vai privilegiar os combustíveis “verdes”. mas com um grau de eletrificação semelhante ao do cenário "inercial".
Os modelos elétricos representam atualmente 2% do mix de vendas de veículos leves, seguindo a lógica de crescimento atual, em 2030 eles representarão 22%, de acordo com os cenários previstos no estudo, 62% em 2035.
A ANFAVEA comenta que mesmo no cenário mais conservador, o mercado brasileiro demandará milhões de unidades de veículos eletrificados em meados da próxima década. Seriam 432 mil veículos leves em 2030, passando para 1,3 milhão em 2035.
Esse aumento dessa magnitude não pode ser importado, o que geraria sérios prejuízos à balança comercial brasileira, além de uma inércia ainda maior da indústria local. Essas mudanças forçarão a indústria a entrar em um novo ciclo de investimentos para se manter competitiva.






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