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Entrevista Emanuel Rholden


A Review Energy conversou com Emanuel Rholden, Sales Director da GE Inversores Brasil, para conhecer as inovações e vantagens da GE Inversores Brasil e, conhecer sua opinião sobre o mercado solar brasileiro.

A GE é uma das maiores empresas do mundo em energia, como se deu a entrada da GE Solar Inverter no mercado brasileiro?

A GE fez parte do processo de expansão do mercado brasileiro de energias renováveis, o qual ganhou um grande impulso por volta de 2014 e ainda está em ascensão. Naquela época aconteceram os primeiros grandes leilões de geração centralizada, que foram essenciais para desenvolver a cadeia de suprimentos relacionados à energia solar no Brasil.

A GE entrou no mercado desses grandes leilões com alta demanda por contar com um excelente produto.  Naquele momento o LV5+ tinha 1 MW de potência unitária e assim, a GE se posicionou no mercado brasileiro, com uma base instalada que hoje é superior a 1 GW.

A participação da GE no mercado de inversores string ocorreu a partir de 3 pilares principais: tecnologia, comprometimento com o pós-venda e competitividade. 

Na sua opinião, quais são alguns dos desafios do mercado elétrico brasileiro para tornar as energias renováveis ??muito mais acessíveis?

O projeto de lei 5829 traz modificações muito interessantes para democratizar a energia solar. A geração de energia estava restrita a poucas empresas e a adaptação de algumas regras tornará o mercado mais justo para parte da população que gostaria de contar um sistema solar fotovoltaico.

Neste momento, apesar da oscilação cambial não estar nos ajudando, temos visto uma tendência de aumento da competitividade dos equipamentos e um ganho de escala da profissionalização; com melhores equipamentos e preços mais atrativos para o cliente final poderemos observar a democratização das energias renováveis.

Vale ressaltar a questão dos inversores híbridos: falta uma regulação brasileira em relação a esse tipo de inversores, os quais trarão maior comodidade com o armazenamento da energia através das baterias. Temos participado de alguns grupos de trabalho com o objetivo discutir esse vazio regulatório e estamos ansiosos para ver esse mercado se expandindo no Brasil.

Quais são as inovações tecnológicas que a GE Inversores Brasil tem em vista para o futuro próximo?

A GE foi pioneira em facilitar a compatibilidade com módulos de alta potência e conta com essa vantagem em seu portfólio. Temos trabalhado constantemente para disponibilizar para nossos clientes diversas melhorias, como por exemplo, o diagnóstico de curva I-V. 

Outro importante avanço da tecnologia GE é o monitoramento da temperatura no terminal CA: uma funcionalidade dos nossos inversores trifásicos que protege o terminal CA de sobreaquecimentos.

Ainda, contamos com a funcionalidade de ajustes remotos de fator de potência, frequência e voltagem. O controle remoto permite ajustar esses parâmetros evitando o deslocamento até o local e, deste modo, otimizando o projeto.

Como você vê o futuro da energia solar no Brasil após a pandemia do COVID 19?

Vejo com muito otimismo: mesmo durante o primeiro ano da pandemia o mercado solar continuou crescendo, não no ritmo que vinha crescendo nos últimos anos, mas cresceu. O ritmo de crescimento continuará acelerando. 

No momento temos uma alta demanda e um problema de oferta mundial com o desabastecimento de componentes eletrônicos. Estamos tomando as medidas necessárias para gerenciar essa situação através de uma política de múltiplos fornecedores e agilizando inovações necessárias dentro da divisão de pesquisa e desenvolvimento.

Temos criado mecanismos para manter o estoque de matérias-primas, pois sabemos que a constância da disponibilidade é tão importante quanto a competitividade. Neste sentido temos cumprido com o nosso compromisso com a qualidade, serviço e tecnologia.

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